Destituindo a liberdade ou a vida?
- Jornalismocdh

- 29 de jul. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de ago. de 2019

Descrição para cegos: Várias mulheres no pátio de uma penitenciária com diversos varais e roupas estendidas. Foto: Reprodução
Por Nathalia Souza
Marcos Vinicius da Costa, perdeu sua mãe a poucos dias dela ser solta devido a situação precária e desumana na qual se encontra a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Este é apenas mais um caso que comprova a péssima realidade atual do sistema penitenciário brasileiro. O laudo médico aponta que Nancy Cristina sofreu um infarto, no entanto, as condições oferecidas a Nancy e a todas as outras presidiárias fazem com que Marcos seja mais um dos inúmeros familiares que reclamam dos problemas existentes no presídio.
Celas que medem 3m² e apresentam infiltrações, ainda sim são superlotadas. Comida de péssima qualidade, que, na maioria das vezes são servidas mesmo estragadas. A falta de remédios e de atendimento médico de emergência, que resultou na morte de mais outras duas internas em menos de 48h.
Esses são fatos recorrentes e acabam por fazer com que a pena perca o seu caráter ressocializador além de violar as garantias legais previstas em lei. Então, como considerar que o cárcere seria a melhor opção para essas mulheres?
O caos que emerge dentro das penitenciárias acaba por findar a vida de cada uma das detentas que não cumprem apenas a pena, mas são maltratadas e tirados os direitos, sem saber o dia de amanhã.
É lamentável ver o ponto no qual se encontra essa situação, onde as prisões são tidas como um depósito de lixo humano que só tende a se difundir a cada dia, tanto por negligência do Estado como da própria sociedade. Quantas tantas outras mulheres estão sujeitas a passar pelo descaso que Nancy Cristina passou? Não é somente uma falta de respeito, é uma luta pela vida.




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