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A saída que causa reboliço

  • Foto do escritor: Jornalismocdh
    Jornalismocdh
  • 9 de set. de 2019
  • 2 min de leitura

Descrição para cegos: Imagem de homens saindo de um presídio durante os feriados nacionais. Fonte??

Por Rayanne Melo


Enquanto estava doente da garganta e precisava de um tema para essa disciplina [Jornalismo, cidadania, direitos humanos] algumas opções foram estudadas, até que um dia desses fui olhar a rede social “Twitter”, coisa a qual não fazia um tempo. Coincidiu ser no período de festas e um reboliço chamou atenção, padre Fábio de Melo ressuscitou uma antiga discussão: a saída dos presos nos feriados nacionais e datas comemorativas.

Em sua conta pessoal, o sacerdote demostrou o que uma boa parcela da população brasileira pensa sobre o assunto, inclusive se o preso em questão cometeu alguma infração muito inaceitável socialmente. O caso em questão foi a saída do Alexandre Nardoni que em 2008 matou a sua filha jogando-a no prédio onde moravam, ele pela primeira vez iria sair para comemorar a data do dia dos pais. Causando repulsa em alguns que não concordavam com esse benefício e em outros lembrando o direito é inerente a todos os presos em regime semi aberto com um tempo de pena cumpri

De acordo com a Lei de Execução 7.210/1984 – a qual fala sobre a aplicação penal e os direitos dos apenados, o preso tem direito em datas comemorativas e feriados a saírem como processo de ressocialização entre o encarcerado e a população. Independentemente do crime cometido a lei está para todos.

O que causa estranheza para o senso comum em alguns casos é que a lei e o crime estão intrinsicamente ligados e casos como um pai matar sua própria filha ou filha matando seu próprio pai e mãe como foi o célebre assassinato do casal Von Richthofen mortos pela sua filha Suzane para a população em geral se torna incoerente sair nessas datas festivas. Na lógica de uma parcela presos com casos que chocam pela sua frieza e brutalidade devem ficar fora desses “privilégios”

Entretanto, leis são leis e estão acima de qualquer pensamento moral social, enquanto observamos na ótica de que cada cidadão tem seus direitos e deveres, os presos também tem os seus. Por mais brutais sejam seus crimes ou não, assegura-los da convivência social após o cumprimento do tempo determinado pelos regimentos é dar a chance que o preso possa ter o seu lugar na sociedade.

O que incomoda muitos, afinal pau que nasce torto é difícil de se endireitar, para esse grupo o fato de você entrar na criminalidade te torna uma pessoa com a marca do Caim-personagem bíblico marcado por Deus após matar seu irmão, você é seu crime sem direito de mudanças.

A saidinha é direito, como direito deve ser compreendido e não alarmado pela mídia e a sociedade, independentemente de seus crimes, questionar o sistema de leis abre margens para ações mais anti-democráticas, todavia a sociedade também seu direito individual de questionar e não julgar, como muitos fazem.

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