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Conheça a AEV, ONG que oferta atendimento aos pacientes com câncer em João Pessoa

  • Foto do escritor: Jornalismocdh
    Jornalismocdh
  • 23 de ago. de 2019
  • 3 min de leitura

📷 Descrição para cegos: A imagem apresenta a parte da frente da unidade da ONG em João Pessoa. Uma árvore pode ser identificada à direita da imagem; e à esquerda, acima das grades da residência, está uma placa com os contatos da associação.


Por Heloísa Araújo


A Associação de Apoio aos Portadores de Câncer Esperança e Vida (AEV) é uma organização não-governamental (ONG) que existe desde 2008 e busca dar suporte a pacientes diagnosticados com câncer. Na prática, ela dá apoio com medicamentos, suplementos, terapias complementares e fisioterapia.

Segundo Josélia Almeida, assistente social que ajuda na elaboração de projetos e no atendimento ao público da organização, há cerca de 75 pacientes sendo atendidos atualmente na unidade localizada em João Pessoa, no bairro de Jaguaribe, participando de várias oficinas como cursos de boneca, artesanato, pintura e de produção de chaveiros.

Os pacientes que chegam têm conhecimento do projeto a partir de doadores ou dos hospitais da região que conhecem o trabalho. Para fazer o cadastro, ocorre uma avaliação através de uma entrevista com Josélia. Os pacientes levam a biópsia - porque a associação só atende pacientes com câncer - os documentos, o comprovante de residência e de renda.

"A gente articula junto com o Poder Público pra adiantar um exame, tentar acelerar um processo de medicamento de alto custo. A gente faz campanha e é a partir de campanhas que a gente muitas vezes consegue pagar. O nosso apoio é nesse sentido. Quando um paciente não tem dinheiro e nós não conseguimos atender de imediato, porque a gente já vive em dificuldade, vai pra justiça pra ver se consegue. Nós falamos com o advogado voluntário que vê com a Justiça pro Estado liberar", afirma Josélia.

Somado ao auxílio jurídico, do serviço social e das oficinas, a associação também oferece atendimento psicológico, nutricional e fisioterapêutico. Também é disponibilizado auxílio condução, doação de cestas básicas aos pacientes, palestras preventivas com o intuito de alertar a população contra o câncer e promoção de eventos.

A AEV possui uma parceria com a faculdade ASPER que envia estagiários para auxiliarem nas consultas. Mantendo-se através de doações da sociedade civil, a Associação vêm passando por dificuldades financeiras: "conseguimos nos manter com muita dificuldade. A gente ajuda porque sabe que é algo necessário, há uma dificuldade muito grande até das pessoas ajudarem e não é nem porque não querem, é porque não têm pra doar. As pessoas estão trabalhando praticamente pra sobreviver. Nem todo mundo consegue pagar um plano de saúde", relata a assistente social.


O lado sociocultural

De acordo com Josélia, quando os pacientes chegam já estão num estado muito avançado. Além da vulnerabilidade física que apresentam, o emocional muitas vezes também está fragilizado. "Muitas das vezes não vem nem com familiar, vem com um amigo, porque às vezes o próprio familiar abandona o paciente no momento mais difícil. É difícil o paciente vir sozinho. Então vem um vizinho, um amigo, uma prima mas, marido e filho, que eram pra estar perto, não costumam vir", ela destaca.

No momento da entrevista Josélia estava redigindo um ofício para conseguir um espaço para uma exposição de artesanato feito pelas pacientes. Segundo ela, os eventos - bazares, rifas, exposições - são promovidos com a intenção de arrecadar renda para medicamentos, suplementos e cesta básicas: "parte da renda também é usada em exames de sangue que, muitas vezes, o Laureano [Hospital Napoleão Laureano - centro referência em combate ao câncer em João Pessoa] não fornece. Um exemplo é o CA 15-3, um exame mais detalhado pra saber o nível do câncer", conta.

A AEV possui também uma unidade na cidade de Campina Grande. A Paraíba também possui outras organizações que atuam junto e com o apoio da sociedade civil para garantir a universalidade da saúde aos pacientes com câncer. "O público que mais atendemos aqui é adulto e idoso. Nós temos uma pequena abertura pra crianças mas tem a Casa da Criança e o Donos do Amanhã que já abraçam eles. Então, quando uma criança é diagnosticada no Laureano, por exemplo, já mandam pra um desses lugares", afirma Josélia.

Para mais informações, acesse o Facebook e o Instagram da Associação Esperança e Vida e ajude o projeto.

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