Mortalidade Infantil, Vacinação e Saúde da Mulher
- Jornalismocdh

- 2 de set. de 2019
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📷 Descrição para cegos: a mão de um bebê sobre a mão aberta da mãe. Um brinquedo vermelho em formato de coração está próximo. Foto: Reprodução /internet
Por Nalim Tavares
Um dos grandes fatores responsáveis pelo aumento da taxa de mortalidade infantil é a falta de cuidado específico com a saúde da mãe. Problemas como hipertensão e desnutrição maternas afetam a saúde do bebê e chamam atenção para a necessidade de um acompanhamento pré-natal de qualidade. Assim, a redução da mortalidade infantil está diretamente ligada com a atenção à maternidade, que segue uma cartilha diferente da criança, visando atender especificamente as necessidades da mulher quando está gestante.
A saúde da mulher, assim como os demais programas de saúde do Ministério, denota uma grande importância nos cuidados particulares referentes a preservar a saúde feminina. O Programa Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher traz em seu conteúdo todos os aspectos importantes e necessários, tanto de promoção e de prevenção, como de vigilância. O acompanhamento é fundamental, visto que hoje nós temos, ainda, índices de mortalidade materna elevados relacionados com causas evitáveis. Isso reforça a necessidade de trabalhar esse grupo populacional ainda mais no âmbito da atenção primária, a fim de evitar os possíveis agravos que podem acometer as mulheres.
De acordo com a professora Maria Laura da Costa Rodrigues, graduada em medicina e especialista em Saúde da Família e Comunidades, “a atenção às gestantes se traduz na Atenção Primária através do Pré-Natal, que é o programa de acompanhamento de todo o período gestacional pela Equipe de Saúde da Família, através de consultas periódicas e realização de exames, sempre com o intuito de prevenir quaisquer problemas ou dificuldades, bem como detectar precocemente possíveis problemas que possam vir a ocorrer durante a gravidez e momento do parto. A importância desse acompanhamento é fundamental para que se garanta o bem-estar tanto materno quanto fetal, alcançando os melhores indicadores possíveis”, informa.
Segundo a especialista, “o ideal seria um acompanhamento prévio da genitora, através do planejamento familiar, da gestação e do parto, seguido da puericultura. Todos esses elementos e etapas se configuram em um acompanhamento longitudinal onde busca-se promover saúde e prevenir quaisquer problemas e patologias advindas”, destaca.
Para a redução da taxa de mortalidade infantil, vale destacar o aleitamento materno, que contém as quantidades necessárias de gorduras, carboidratos, proteínas, água e minerais. São as chamadas “vacinas imunológicas”, defesas naturais que a mãe passa para o filho.
A Política Nacional de Atenção Integral à saúde da Criança possui sete eixos estratégicos visando assegurar a saúde do grupo populacional infantil. Estes seriam:
I – Atenção Humanizada e Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e ao Recém-Nascido.
II – Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável.
III – Promoção e Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento Integral.
IV – Atenção Integral a Crianças com Agravos Prevalentes na Infância e com Doenças Crônicas.
V – Atenção Integral à Criança em Situação de Violências, Prevenção de Acidentes e Promoção da Cultura de Paz.
VI – Atenção à Saúde de Crianças com Deficiência ou em Situações Específicas e de Vulnerabilidade.
VII – Vigilância e Prevenção do Óbito Infantil, Fetal e Materno.
Acerca da vacinação e imunização, Maria Laura ressalta como “fundamental porque é uma estratégia de manutenção da saúde, através da prevenção de agravos. Os números da vacinação no Brasil vem diminuindo pois a partir da erradicação de muitas patologias houve uma espécie de ‘sensação de anestesia’ por parte da população como se a importância da imunização não fizesse tanto sentido a partir da não existência da disseminação dessas enfermidades. No entanto, doenças como sarampo e varicela voltaram a se apresentar com certa frequência, caracterizando-se por surtos em algumas regiões do Brasil", finaliza.
Diante desse cenário, é preciso manter em dia todas as vacinas, a fim de evitar o acometimento de doenças em bebês e crianças.

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