Reforma trabalhista faz Brasil entrar em lista suja da OIT
- Jornalismocdh

- 8 de ago. de 2019
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Atualizado: 23 de ago. de 2019
Devido às mudanças de 2017, Brasil entra em lista de países que violam acordos internacionais sobre os direitos dos trabalhadores

Descrição de imagem: A imagem mostra várias pessoas, sem revelar seus rostos, segurando suas carteiras de trabalho. Foto: Fábio Vicentini
Por Lara Lustosa
Há mais de um ano a Organização Internacional do Trabalho (OIT) considerava colocar o Brasil em sua lista suja de países que devem ser analisados por conta de violações. Em 2018, o Brasil já tinha sido colocado em uma relação composta de 40 países que poderiam vir a ser condenados. Em maio de 2019, graças à reforma trabalhista realizada no país em novembro de 2017, o Brasil oficialmente se tornou um dos 24 países que compõem a lista.
Contando com países como Egito, Etiópia, Iraque e Turquia, a lista é composta de nações que violaram normas internacionais de proteção dos trabalhadores. A entrada do Brasil à tal grupo se deu por conta de denúncias feitas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), contra a reforma trabalhista, que, de acordo com a OIT, pode causar uma redução ou retirada de direitos dos trabalhadores.
As alterações, que visam uma maior negociação entre empregador-empregado, dentre outras alterações, acabam gerando a possibilidade do trabalhador se ver obrigado a abrir mão de alguns direitos para conseguir um emprego, pois existe um risco de tal negociação se tornar unilateral.
É fato que, no cenário atual em que o país se encontra, uma reforma trabalhista é realmente necessária, entretanto, as mudanças realizadas em 2017 foram feitas apenas como uma forma de diminuir os direitos dos trabalhadores para agradar a classe empregadora, pois não há mudanças que realmente beneficiam os empregados, apenas tornam as leis trabalhistas mais flexíveis.
A entrada do Brasil na lista suja da OIT mostra que as mudanças feitas atualmente no país, como a reforma trabalhista e a, ainda debatida, reforma da previdência, tem como objetivo favorecer uma classe elitista, prejudicando cada vez mais o trabalhador. É necessário que haja novas mudanças na legislação do trabalho, para que o Brasil volte a cumprir o que é previsto pela OIT.

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