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Crescimento do trabalho informal

  • Foto do escritor: Jornalismocdh
    Jornalismocdh
  • 15 de set. de 2019
  • 2 min de leitura

📷Descrição para cegos: carteira de trabalho


Por Matheus de Andrade


Uma alternativa para os momentos de recessão econômica que o Brasil vive atualmente é o trabalho informal, esse tipo de trabalho se caracteriza por não ter vínculos aplicados na carteira de trabalho. Nestes casos, os trabalhadores exercem suas atividades por conta própria em várias profissões como, por exemplo, músicos, pedreiros, cozinheiros, que podem aplicar suas funções de maneira autônoma, independente.

Mas esse tipo de trabalho têm suas desvantagens, o trabalhador informal não possui um salário fixo, ou seja, sua renda pode variar a cada trabalho e a cada mês. O profissional autônomo também não tem o suporte das leis trabalhistas vigentes, se por exemplo, um pedreiro que trabalhe de maneira informal sofrer um acidente enquanto presta um serviço, o mesmo tem que arcar com suas despesas médicas e muitos trabalham em condições precárias de saúde. O Estado também perde em arrecadação tendo em vista que não há cobrança de impostos mediante o trabalho informal, além de que esses trabalhadores também não tem aposentadoria pelo governo.

Segundo o IBGE, no começo do ano de 2019, o Brasil teve seu maior número de trabalhadores sem carteira assinada. Diante da crescente do desemprego no país muitas pessoas tiveram que trabalhar por conta própria para obter renda. Esse tipo de trabalho cresce mais por conta da necessidade, entre vantagens e desvantagens nesse tipo de mercado, o trabalhador que se depara com as portas fechadas do mercado com carteira assinada tem que criar seus próprios meios de trabalhar, um paralelo é traçado entre o aumento da crise econômica e o aumento do trabalho informal.

Abraão Ferreira, 25 anos, começou há pouco tempo a trabalhar no escritório de uma empresa, ele faz parte dos quase 12 milhões de brasileiros que não tem carteira assinada. Durante a jornada de trabalho, ele exerce as funções de um funcionário normal, sua carga horária é de 8h por dia. Há 6 meses estava desempregado, ele conta que esse trabalho é apenas provisório e que pretende abrir um negócio próprio em breve.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado chega a 33,1 milhões de pessoas, segundo o IBGE, e o rendimento mensal de quem trabalha em setor privado com carteira assinada é de R$2.169, enquanto o trabalhador informal ganha em média R$1.427

“O lado bom é que eu não preciso gastar com INSS”, Abraão cita isso como uma vantagem de ser trabalhador informal mas não considera os benefícios da contribuição à longo prazo. O aumento desse tipo de trabalho acarretou também na diminuição da arrecadação da previdência, são mais pessoas ocupando cargos de trabalho e menos pessoas contribuindo.

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