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O alimento da perseguição religiosa

  • Foto do escritor: Jornalismocdh
    Jornalismocdh
  • 4 de set. de 2019
  • 3 min de leitura

📷 Na foto se encontra o monumento da perseguição Judáica. O monumento possui uma estrela, e em seu centro possui o seguinte texto "Em memória dos milhares de judeus vítimas da intolerância e do fanatismo religioso, assassinados no massacre iniciado em 19 de abril de 1506 neste largo". Foto: Internet


Por Thiago Félix


O medo do desconhecido e a acomodação no raso semeia a hostilidade; opiniões pré-formadas com fundamentos desconexos têm causado muitos dos principais atos de desrespeito religioso. Nos dias atuais são vários os exemplos a serem citados, que muitas vezes passam despercebidos pois, muitas vezes, invertem papéis e deixam implícito causas e consequências.

Mas para termos dimensão do cenário atual é necessário traçar uma linha histórica nas perseguições religiosas ao longo dos séculos. A história da civilização humana é um retalho de atos e fatos, dentre esses atos estão massacres e genocídios, sejam em nome de Deus, Alá, Maomé, Odim e etc. É difícil compreender a religiosidade nas suas mais variadas expressões indo do amor ao ódio, tendo como extremo o fanatismo e os problemas em lidar com as diferenças.

Muitos têm a religião como refúgio espiritual, mas também para desembainhar atos criminosos amparados pela ideologia. Das cruzadas aos conflitos no oriente médio, sempre surge o questionamento do porquê o encontro entre religiões geram embates e ataques. As páginas da história nunca tiveram tantas manchas de sangue quanto no último século, a sombra de uma face de fanatismo e fundamentalismo, tendo como ápice a grande perseguição aos judeus pelo regime nazista.

A perseguição religiosa é tão antiga quanto a humanidade, expressada das mais diversas formas e pelos mais variados meios, da literatura, propaganda política ao controle de memória social. Vemos ao longo da história grupo religiosos ou étnicos sendo segregados, manipulados e exterminados a partir de um propósito pelo poder. Ha séculos a comunidade judaica tem sido protagonista quando se trata de religião perseguida, sendo representante de um dos processos mais longos de marginalização social. No século XX tiveram seus mais terríveis momentos durante o “Holocausto”, fruto do antissemitismo nazista que vitimou milhões de judeus.

O desconhecimento e a mentalidade fechada para o diferente acaba por não alimentar uma visão de mundo que ultrapasse os limites da religiosidade. Em termos atuais, “uma bolha”, onde só o preconceito prospera e que uma hora pode estourar em conflito. Esse conflito pode se manifestar de várias maneiras, num comentário preconceituoso, numa atitude hostil e também em um genocídio. São discursos que ganham adesão de muitos que em seu pensamento o fazem como uma limpeza contra o vil.

Há de se considerar que as sociedades dividem-se entre os que pensam iguais, que muitas vezes eram maioria, e os que pensam diferente, estes distribuídos em grupos de minorias; quem detêm a maioria também possui o poder de marginalizar e perseguir quem não segue o mesmo propósito. Muitas vezes estes mesmos da maioria detêm o poder de informação, a qual é transmitida de forma de influenciar e tentar manipular o pensamento das pessoas e, consequentemente, a realidade, o que acaba por reduzir a voz dos que já pouco a possuíam na esfera do poder.

Os erros passados servem como ensinamentos para o futuro, os genocídios do século XX serviram para nos unificarmos em uma só voz, propagando a igualdade e tolerância, e nos moldando para lidar com as diferenças. Tudo isso traduzido nas mais diversas línguas através da Declaração Internacional de Direitos Humanos, que permanece latente na promoção de um mundo melhor para todos e todas. E o conhecimento é parte chave para se lidar com as diferenças, pois se pode ver o mundo de diversas formas ao mesmo tempo em que se vê o diferente com respeito e dignidade.

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